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Como comprar na Shein e Temu antes da nova taxa de 3 euros entrar em vigor

A partir de julho, compras nas plataformas Shein e Temu terão acréscimo fixo de 3€ em taxas, impactando o custo final para consumidores online.

A partir de julho, compras nas plataformas Shein e Temu terão acréscimo fixo de 3€ em taxas
A partir de julho, compras nas plataformas Shein e Temu terão acréscimo fixo de 3€ em taxas

Shein, Temu e AliExpress ficam mais caras para consumidores a partir de julho de 2026. A União Europeia aprovou oficialmente, em 11 de fevereiro de 2026, uma taxa fixa de 3 euros sobre encomendas importadas de fora do bloco com valor inferior a 150 euros. Quem compra regularmente nessas plataformas vai sentir o impacto direto no custo final de cada pedido.

A medida encerra uma isenção aduaneira que valia para produtos de baixo valor, justamente a faixa mais usada por plataformas de comércio eletrônico asiáticas. Segundo a própria União Europeia, em 2024 chegaram ao bloco cerca de 4,6 milhões de pequenas encomendas por dia, sendo 91% delas originárias do mercado chinês. Boa parte dessas entregas entrava nos países europeus sem tributação adequada ou controle de qualidade e segurança.

Entenda exatamente o que muda, quem é afetado e o que considerar antes de fechar sua próxima compra nessas plataformas.

Mudanças na cobrança de taxas: o que entra em vigor em julho

Até agora, encomendas abaixo de 150 euros importadas de países fora da União Europeia entravam no bloco sem incidência de taxas aduaneiras. Essa isenção foi criada para simplificar o fluxo de pequenas remessas, mas acabou sendo amplamente explorada por plataformas que vendem produtos de baixo custo em grande volume.

A partir de julho de 2026, cada encomenda importada nessa faixa de valor passa a ter um acréscimo fixo de 3 euros. A cobrança se aplica independentemente do valor exato do produto, desde que esteja abaixo do limite de 150 euros.

Duplo é o objetivo declarado pela União Europeia: corrigir distorções no mercado, incluindo a prática de subavaliação de mercadorias para escapar de impostos, e reduzir a entrada de produtos falsificados ou sem conformidade com padrões de segurança e meio ambiente europeus.

Plataformas atingidas pela nova taxa

A medida foi pensada especificamente para endereçar o crescimento acelerado do comércio eletrônico vindo de mercados asiáticos. Três plataformas citadas diretamente pela União Europeia como exemplos centrais são:

  • Temu – marketplace chinês de crescimento rápido, conhecido por preços muito baixos e ampla variedade de categorias
  • Shein – plataforma de moda fast-fashion com sede em Cingapura e operações concentradas na China
  • AliExpress – braço de vendas internacionais do grupo Alibaba, popular entre consumidores europeus e brasileiros

Na prática, qualquer loja online fora da União Europeia que venda produtos com valor abaixo de 150 euros para consumidores dentro do bloco estará sujeita à nova regra. Não apenas essas três plataformas.

Como o impacto varia por tipo de compra

Cenário de compra Valor do produto Taxa adicional Custo total
Produto de baixo valor 5 euros 3 euros 8 euros
Produto intermediário 30 euros 3 euros 33 euros
Produto próximo ao limite 140 euros 3 euros 143 euros

Para compras de baixo valor, como acessórios, peças pequenas ou itens de menos de 10 euros, o acréscimo de 3 euros representa um impacto percentual expressivo. Um produto de 5 euros fica 60% mais caro só pela taxa. Para compras maiores, próximas ao teto de 150 euros, o efeito é proporcionalmente menor.

Estratégias para quem compra frequentemente nessas plataformas

Quem tem o hábito de fazer pedidos frequentes de baixo valor nessas plataformas vai sentir o custo acumulado com mais força. O novo encargo é fixo por encomenda, não percentual. Resultado: quem concentra compras em menos pedidos de valor mais alto, sempre abaixo de 150 euros, economiza mais com taxas.

Comparar o custo final continua sendo o caminho mais seguro antes de finalizar qualquer compra. Produto mais taxas e frete devem ser somados para evitar surpresas.

A nova regra foi aprovada oficialmente pelo bloco europeu em 11 de fevereiro de 2026 e passa a valer em julho de 2026. Não há prazo de carência ou exceções anunciadas para categorias específicas de produto.

O consumidor europeu que já usa essas plataformas tem até julho para se adaptar. Quem compra esporadicamente e em valores mais altos dentro do limite sentirá menos impacto do que quem faz pedidos frequentes de itens de custo muito baixo. Comparar o preço final com alternativas locais ou em marketplaces nacionais pode revelar diferenças menores do que se esperava.

Fonte: Informações publicadas pelo NiT, com adaptação editorial

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Paloma Gusmão
Entusiasta de compras inteligentes e redatora-chefe no Como Comprar. Acredita que economizar dinheiro não é apenas gastar menos, mas gastar melhor. Especialista em encontrar 'achados' e interpretar as entrelinhas de comparativos de produtos, ela filtra o ruído das grandes promoções para entregar o que realmente vale a pena para o seu bolso. No comocomprar.com.br, ela traduz a experiência do consumidor real em guias detalhados que economizam o seu tempo e o seu dinheiro. Sua regra de ouro? Só recomenda o que ela mesma compraria