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Dólar cai a R$ 5,17; como usar câmbio favorável para compras internacionais

Entenda como a variação do dólar impacta compras internacionais, investimentos e opções de câmbio para quem busca economia no cenário atual.

Dólar cai a R$ 5,17; como usar câmbio favorável para compras internacionais

O dólar recuou para R$ 5,17 nesta semana de abril de 2026, marcando o menor patamar em meses. Para quem planeja compras em sites internacionais, assinaturas de serviços em dólar ou aquisição de produtos importados, a queda representa diferença real no valor convertido em reais.

O recuo do câmbio impacta diretamente o custo final de eletrônicos comprados no exterior, softwares, games e qualquer produto cotado em dólar. O efeito prático depende da forma de pagamento escolhida e dos encargos que incidem sobre compras internacionais: o IOF (Imposto sobre Operações Financeiras) e o imposto de importação, ambos com regras definidas pela Receita Federal.

Este guia explica quais categorias mais se beneficiam com o câmbio nesse patamar, como escolher o método de pagamento adequado e o que avaliar antes de fechar qualquer pedido no exterior.

Quem ganha mais com o dólar a R$ 5,17

Com o dólar abaixo de R$ 5,20, o custo em reais de qualquer produto cotado em dólar cai proporcionalmente. O ganho é mais expressivo em categorias de ticket alto: eletrônicos, câmeras, relógios e softwares. Nessas compras, a diferença cambial representa valores significativos antes mesmo de qualquer promoção.

Em itens de baixo valor unitário, o custo de frete internacional e o IOF podem neutralizar o benefício do câmbio.

O câmbio favorável também impacta assinaturas mensais em dólar. Plataformas de streaming, serviços de armazenamento em nuvem e ferramentas de software cobradas em moeda estrangeira ficam proporcionalmente mais baratas a cada ciclo de cobrança enquanto a cotação se mantém abaixo desse patamar.

Categorias onde a economia é maior

Nem toda compra internacional se torna vantajosa só porque o dólar caiu. O ganho real aparece quando o preço no exterior, somado a frete, impostos e IOF, ainda fica abaixo do que se paga no Brasil pelo mesmo produto.

Categoria Por que o câmbio favorável ajuda Ponto de atenção
Eletrônicos Ticket alto amplifica o ganho de câmbio em reais Imposto de importação acima de US$ 50 entra na conta
Assinaturas digitais Cobrança mensal em dólar, câmbio menor reduz a parcela IOF incide sobre cada cobrança no cartão
Câmeras e lentes Diferença de preço em relação ao Brasil costuma ser expressiva Garantia pode não cobrir uso no Brasil
Softwares e games digitais Entrega digital, sem frete nem imposto de importação Verificar compatibilidade com conta brasileira
Livros e produtos físicos leves Câmbio menor reduz base de cálculo do produto Frete internacional pode superar o ganho cambial

Escolha do método de pagamento e impacto no preço

O câmbio de R$ 5,17 é a cotação de referência, mas o valor efetivamente pago em reais depende do método usado.

Cartões de crédito internacionais aplicam a cotação do dia do fechamento da fatura, não do dia da compra. Sobre o total incide IOF conforme a alíquota definida pela Receita Federal. Se o câmbio subir até a fatura fechar, o custo final em reais será maior do que o estimado no momento do pedido.

Contas digitais com cartão em moeda estrangeira funcionam diferente. Permitem comprar e debitar o valor imediatamente na cotação do momento. Essa opção elimina o risco de variação cambial entre a compra e a fatura, o que pode ser vantajoso quando o dólar está em queda. O IOF também tem alíquota própria conforme o produto financeiro, definida pela Receita Federal.

✔ Ideal para aproveitar o câmbio atual: quem já tem produto definido, de ticket médio-alto, e pode pagar à vista na cotação de hoje

✘ Pode não compensar: quem compra item de baixo valor com frete pesado, pois os encargos adicionais podem superar o ganho cambial

Como funciona o imposto de importação na prática

Compras internacionais enviadas por pessoa jurídica para pessoa física no Brasil são tributadas conforme as regras do Programa Remessa Conforme da Receita Federal.

Produtos de até US$ 50 de vendedores cadastrados no programa têm isenção de imposto de importação federal. Acima desse limite, incide alíquota de 20% sobre o valor total da compra, incluindo frete. O IOF é cobrado independentemente do valor do pedido.

O câmbio favorável reduz a base de cálculo desse imposto, mas não o elimina. Para compras acima de US$ 50, comparar o custo total (produto + frete + IOF + imposto de importação) com o preço praticado no Brasil continua sendo o passo mais importante antes de fechar o pedido.

Preços atualizados estão disponíveis na Amazon e no Mercado Livre, que oferecem produtos nacionais e importados na mesma plataforma.

Passo a passo: calcular o custo real antes de comprar

A forma prática começa no cálculo. Multiplique a cotação do dia (R$ 5,17, verificado em abril de 2026) pelo valor do produto em dólar. Some o frete internacional, o IOF e o imposto de importação quando aplicável.

Só depois compare com o preço do mesmo produto no Brasil.

Para quem já decidiu comprar, verificar se o vendedor internacional está cadastrado no Programa Remessa Conforme ajuda a garantir a alíquota correta e rastreamento do pacote. Marketplaces como Amazon identificam os sellers cadastrados diretamente na página do produto.

Quando o produto for vendido pela filial brasileira do marketplace, a cotação do dólar não afeta o preço: o valor já está em reais.

Este conteúdo é atualizado periodicamente conforme a cotação do dólar varia.

Dúvidas frequentes sobre compras internacionais

O dólar a R$ 5,17 vale para a compra no cartão de crédito internacional?

Não necessariamente. O cartão de crédito aplica a cotação do dólar no dia do fechamento da fatura, não no dia da compra. Se o câmbio subir até lá, o valor final em reais será maior do que o calculado no momento do pedido.

Contas com cartão em dólar ou em moeda estrangeira permitem travar a cotação no momento da compra, eliminando esse risco de variação.

Compras internacionais abaixo de US$ 50 pagam imposto de importação?

Não. Compras de até US$ 50 enviadas por vendedores cadastrados no Programa Remessa Conforme da Receita Federal são isentas de imposto de importação federal. Acima desse limite, incide alíquota de 20% sobre o valor total, incluindo frete.

O IOF, conforme o produto financeiro utilizado, é cobrado em qualquer valor de compra internacional.

Vale a pena comprar eletrônicos no exterior com o dólar neste patamar?

Depende da comparação de preço final. O dólar a R$ 5,17 representa uma condição de câmbio favorável para quem planeja compras no exterior, especialmente em eletrônicos, câmeras e serviços digitais, onde o ganho cambial supera os encargos adicionais com mais folga.

Calcular o custo total antes de comprar, considerando IOF e imposto de importação, é o único jeito de confirmar se a compra internacional realmente sai mais em conta que o produto nacional. Cotações e condições estão sujeitas a alteração sem aviso prévio.

Fonte: Informações publicadas pelo Investidor10, com adaptação editorial

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Paloma Gusmão
Entusiasta de compras inteligentes e redatora-chefe no Como Comprar. Acredita que economizar dinheiro não é apenas gastar menos, mas gastar melhor. Especialista em encontrar 'achados' e interpretar as entrelinhas de comparativos de produtos, ela filtra o ruído das grandes promoções para entregar o que realmente vale a pena para o seu bolso. No comocomprar.com.br, ela traduz a experiência do consumidor real em guias detalhados que economizam o seu tempo e o seu dinheiro. Sua regra de ouro? Só recomenda o que ela mesma compraria
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Criptomoedas

Como comprar criptomoedas no Brasil em 2026: passo a passo, exchanges, Pix, taxas e Imposto de Renda

Bitcoin sobre bandeira do Brasil — guia para comprar criptomoedas em 2026
Como comprar criptomoedas no Brasil em 2026 (Foto: divulgação)

Comprar criptomoedas no Brasil em 2026 ficou mais simples, mais regulado e com mais opções de pagamento via Pix do que em qualquer outro momento da história do mercado. A combinação de Lei 14.478/2022 (marco legal das criptomoedas), regulação da Comissão de Valores Mobiliários (CVM) e supervisão do Banco Central do Brasil consolidou um ambiente onde plataformas regulamentadas atendem milhões de brasileiros com segurança operacional comparável a corretoras tradicionais.

O guia abaixo apresenta o passo a passo prático para comprar a primeira criptomoeda, comparativo entre as principais plataformas reguladas no país, dados sobre taxas e tributação, e os riscos que merecem atenção antes de qualquer aporte. O conteúdo é educacional e não constitui recomendação de investimento.

O foco é o investidor pessoa física que está começando, com R$ 50 a R$ 5 mil para alocar, e quer entender o processo de ponta a ponta antes de movimentar o primeiro real. Tópicos avançados (DeFi, staking, NFTs) ficam fora do escopo desta leitura inicial.

O que é uma criptomoeda e por que vale entender antes de comprar

Criptomoeda é um ativo digital que existe em uma rede descentralizada de computadores, registrada em uma tecnologia chamada blockchain. O Bitcoin (BTC), criado em 2009, é a criptomoeda mais conhecida. O Ethereum (ETH), de 2015, é a segunda em valor de mercado e roda os principais contratos inteligentes do mercado.

Diferente do real ou do dólar, criptomoedas não têm banco central emissor. O preço se forma na oferta e demanda global, com variação de até 10% em um único dia em períodos de volatilidade. Por isso, comprar criptomoeda é um investimento de risco — não há garantia de retorno e o valor pode cair drasticamente em horas.

Entender essa volatilidade antes de comprar é fundamental. O ponto inicial certo é alocar um valor que o investidor possa perder integralmente sem comprometer compromissos financeiros básicos, e tratar o aporte como exposição de longo prazo (3 a 5 anos) em vez de aposta de curto prazo.

Onde comprar criptomoedas no Brasil: exchanges regulamentadas

A forma mais simples e segura para iniciantes é comprar via exchange centralizada (CEX) regulamentada no Brasil. Exchange é uma plataforma que intermedia a compra e venda, custódia o ativo e cumpre obrigações regulatórias com a Receita Federal e o Banco Central.

As principais opções com operação consolidada no Brasil em 2026 incluem:

  • Mercado Bitcoin (MB): a maior exchange brasileira, fundada em 2013, com CNPJ ativo da Mercado Bitcoin Serviços Digitais Ltda. Suporte completo em português, app próprio e cadastro 100% online com Pix.
  • Binance: a maior exchange global, com escritório local. Oferece o maior catálogo de criptoativos do mundo, ferramentas avançadas e suporte ao mercado P2P.
  • Foxbit: exchange brasileira histórica, com foco em segurança e suporte por chat. Cadastro nacional simplificado.
  • NovaDAX: opera no Brasil desde 2018, com integração ao Pix, listagem ampla de criptos e taxas competitivas.
  • BitPreço: agregador que compara preço entre exchanges em tempo real e executa a compra na que oferece o melhor valor.
  • Coinex Brasil: ramo brasileiro da Coinex global, com cadastro nacional e suporte em português.

Cada plataforma tem perfil diferente. Mercado Bitcoin atende melhor o iniciante absoluto pela interface simples; Binance é mais indicada para quem quer maior variedade; BitPreço entrega o melhor preço efetivo via comparativo. A escolha depende do tamanho do aporte, da frequência de operação e da preferência por suporte em português.

Plataformas que oferecem cripto mas não são exchanges puras

Bancos digitais e corretoras tradicionais brasileiras começaram a oferecer criptomoedas via parceria com exchanges, sem terem custódia própria. Para o usuário, a interface aparece dentro do app conhecido, mas a operação ocorre por trás na exchange parceira:

  • Nubank Cripto: integração via Mercado Bitcoin. Compra direta pelo app do Nubank, com Bitcoin, Ethereum e algumas altcoins selecionadas. Limite mínimo a partir de R$ 1.
  • Mercado Pago Cripto: oferece Bitcoin, Ethereum e USDC dentro do app Mercado Pago, com saldo separado do saldo normal de pagamentos.
  • XP Investimentos: permite comprar cripto via XP Trade Cripto, voltado para clientes com perfil de investidor já cadastrado na corretora.
  • Rico: oferece exposição a criptoativos via fundos de investimento e ETFs listados na B3 (HASH11, QBTC11, QETH11), sem custódia direta.

Comprar pelo banco digital ou pela corretora tradicional é mais simples para quem já tem o app instalado, mas costuma custar mais caro nas taxas embutidas no spread. Em geral, comprar direto na exchange (Mercado Bitcoin, Binance) sai 0,5% a 2% mais barato no mesmo valor de aporte.

Passo a passo: como comprar a primeira criptomoeda

O fluxo padrão em qualquer exchange regulamentada no Brasil segue 5 etapas. Os tempos abaixo são estimativas para cadastros pessoais (CPF), sem complicações de validação:

  1. Cadastro na exchange (15-30 min): baixar o app oficial (ou acessar o site), informar nome completo, CPF, e-mail e celular. Criar senha forte e ativar autenticação em dois fatores (2FA) via Google Authenticator ou Authy.
  2. Verificação de identidade (KYC, 1-24h): enviar foto do RG ou CNH, comprovante de residência recente e selfie com o documento. A validação é exigência da Lei 14.478/2022 e da regulação CVM. Plataformas com algoritmo automático liberam em minutos; manuais podem levar 24 horas.
  3. Depósito via Pix (instantâneo): dentro do app, abrir a área de depósito, copiar a chave Pix da exchange (geralmente CNPJ da empresa) e fazer a transferência pelo banco. O saldo cai em até 60 segundos. TED e DOC também funcionam, mas demoram mais.
  4. Ordem de compra (1 min): escolher a criptomoeda desejada (BTC, ETH ou outra), informar o valor em reais que quer aplicar e confirmar. O sistema executa a ordem ao preço de mercado e adiciona o ativo na carteira da plataforma.
  5. Custódia (opcional, 10-30 min): manter o ativo na exchange ou transferir para uma carteira própria (Trust Wallet, MetaMask para Ethereum, ou hardware wallet Ledger/Trezor). Iniciantes podem deixar na exchange por simplicidade; valores acima de R$ 5 mil pedem migração para wallet pessoal.

Antes de comprar: 3 verificações de segurança

  • Confirme que a exchange tem CNPJ ativo na Receita Federal e endereço operacional no Brasil;
  • Ative 2FA imediatamente após criar a conta;
  • Nunca compartilhe senha, chave privada ou frase de recuperação (seed) com ninguém.

Pix se consolidou como o método de pagamento mais usado para cripto

O Pix se tornou o canal preferencial para compra de criptomoedas no Brasil em 2026. As principais razões:

  • Instantâneo: o saldo cai na exchange em segundos, permitindo aproveitar movimentos de preço sem atraso;
  • Gratuito ou baratíssimo: a maioria dos bancos não cobra taxa para Pix de pessoa física;
  • Sem limite restritivo: Pix permite transações de até R$ 1 milhão por operação (sujeito a limites de cada banco);
  • Pago 24/7: funciona inclusive nos fins de semana e feriados, ao contrário de TED e DOC.

Cartão de crédito também aparece como opção em algumas plataformas, mas com cuidado: as taxas variam entre 4% e 8% sobre o valor da compra, encarecendo significativamente o investimento. Para aportes de R$ 100 a R$ 5 mil, Pix é quase sempre o melhor caminho.

Taxas: spread, corretagem e como comparar custo real

O custo total de comprar criptomoedas em uma exchange tem 3 componentes principais:

  • Taxa de corretagem (trading fee): normalmente entre 0,1% e 0,5% do valor da operação. Plataformas como Binance e NovaDAX cobram 0,1% para ordens grandes; iniciantes costumam pagar 0,25% a 0,5%.
  • Spread: diferença entre o preço de compra e venda. Em criptoativos com alta liquidez (BTC, ETH), o spread é pequeno. Em altcoins, pode ser 1% a 3%.
  • Taxa de saque (withdrawal fee): custo para transferir o cripto para outra carteira. Varia por moeda: Bitcoin custa cerca de R$ 30 a R$ 80 por saque na rede principal; Ethereum varia conforme o congestionamento.

Para o iniciante que vai comprar e manter o ativo na exchange (sem saque externo), o custo real fica entre 0,5% e 2% por operação. Para quem move para wallet própria, soma-se o custo de saque.

Custódia: deixar na exchange ou mover para carteira pessoal

Depois de comprar, o ativo fica em uma de duas situações: custodial (na exchange) ou não-custodial (carteira pessoal). Cada opção tem trade-offs claros:

  • Custodial (na exchange): a plataforma guarda. Mais simples para o usuário, mas depende da solvência e segurança da empresa. Histórico do mercado mostra falências (FTX em 2022, Mt.Gox em 2014) que congelaram saldos por anos.
  • Hot wallet pessoal: carteira em app no celular ou navegador (MetaMask para Ethereum, Trust Wallet, Phantom para Solana). Usuário controla a chave privada, mas vulnerável a malware e phishing.
  • Cold wallet (hardware wallet): dispositivo físico tipo Ledger ou Trezor, custa entre R$ 400 e R$ 1.500. Chave privada nunca toca a internet. Recomendado para valores acima de R$ 10 mil.

A regra prática usada por gestores conservadores: até R$ 5 mil, custódia na exchange basta. Entre R$ 5 mil e R$ 50 mil, transferir para hot wallet pessoal. Acima de R$ 50 mil, hardware wallet com seed phrase guardada offline em local seguro.

Imposto de Renda em criptomoedas: o que muda em 2026

A Receita Federal trata criptoativos como bens, não como moeda. A tributação segue dois eixos: imposto sobre ganho de capital nas vendas, e obrigação acessória de informar posições mensais e anuais.

Em 2026 valem as seguintes regras gerais:

  • Vendas mensais até R$ 35 mil: isentas de imposto de renda sobre ganho de capital;
  • Vendas mensais acima de R$ 35 mil: incidem alíquotas de 15% a 22,5% sobre o ganho (lucro entre compra e venda), conforme o valor total apurado no mês;
  • Declaração de bens (DIRPF): obrigatória para quem teve posição acima de R$ 5 mil em qualquer criptoativo em 31/12. Lançamento na ficha Bens e Direitos sob o código 81 (criptoativos);
  • IN RFB 1.888/2019: exchanges brasileiras informam à Receita Federal todas as operações de compra, venda e movimentação. Quem operou em exchange estrangeira ou fez P2P precisa entregar mensalmente o formulário próprio quando ultrapassar R$ 30 mil em operações no mês.

O imposto sobre ganho é apurado e pago até o último dia útil do mês seguinte à operação, via DARF código 4600. O cálculo considera o preço médio de compra como custo de aquisição.

Os 5 riscos que merecem atenção antes de comprar

O ambiente cripto consolidou-se nos últimos anos, mas os riscos seguem reais. Entender antes de comprar reduz a chance de prejuízo evitável:

  1. Volatilidade: o preço pode cair 30% a 50% em ciclos de baixa do mercado. Bitcoin já perdeu mais de 70% do valor entre o pico e o vale em 2017-2018 e em 2021-2022.
  2. Golpes e phishing: sites falsos imitando exchanges, “suporte” pedindo senha por WhatsApp, falsas oportunidades de retorno garantido. Nenhuma exchange séria pede chave privada ou seed phrase.
  3. Esquemas Ponzi disfarçados de cripto: “investimento garantido” com retornos mensais altos é fraude. A Comissão de Valores Mobiliários (CVM) publica lista de empresas não autorizadas.
  4. Falência de exchange: mesmo plataformas grandes podem quebrar. Diversificar entre 2 plataformas reduz exposição. Saldos relevantes devem migrar para carteira própria.
  5. Perda de senha ou seed: sem custódia centralizada, perder a chave privada significa perder o ativo permanentemente. Backup físico (papel laminado ou metal) é essencial para wallets pessoais.

Quanto investir e como começar: regra prática

Especialistas em finanças pessoais costumam recomendar exposição máxima a criptoativos entre 1% e 10% do patrimônio total, conforme o perfil de risco do investidor. Para o iniciante, valores entre R$ 100 e R$ 1.000 funcionam como aporte de aprendizagem, suficiente para entender a operação sem comprometer reserva de emergência.

Estratégia DCA (Dollar Cost Averaging) é o método mais usado por investidores conservadores: aportar valor fixo (R$ 100, R$ 200, R$ 500) todo mês, independente do preço. Reduz o risco de comprar no topo e suaviza a volatilidade ao longo do tempo.

É seguro comprar criptomoedas no Brasil em 2026?

É seguro do ponto de vista operacional quando feito em exchanges regulamentadas com CNPJ ativo, registro junto à Receita Federal e cumprimento da Lei 14.478/2022. O risco principal é a volatilidade do ativo: o preço pode oscilar fortemente, com perdas relevantes em períodos de baixa do mercado. Segurança operacional não significa garantia de retorno.

Posso comprar criptomoedas pelo Nubank?

Sim. O Nubank oferece compra de Bitcoin, Ethereum e algumas altcoins selecionadas direto pelo app, em parceria com o Mercado Bitcoin para custódia e execução. O valor mínimo é a partir de R$ 1, e o pagamento é debitado direto da conta Nubank. Taxas costumam ser mais altas que comprar direto na exchange, mas a interface é mais simples para iniciantes.

É possível comprar criptomoedas sem corretora?

Sim, via mercado P2P (peer-to-peer) ou exchanges descentralizadas (DEXs). No P2P (disponível na Binance, por exemplo), o usuário compra direto de outro vendedor pagando via Pix, sem custódia da exchange. Em DEXs (Uniswap, PancakeSwap), o usuário troca criptos sem intermediário centralizado, mas precisa de uma wallet pessoal (MetaMask) e arcar com taxas de rede. Comprar sem corretora reduz custos mas exige mais conhecimento técnico.

Como comprar criptomoedas pelo Pix em 2026?

O processo é direto: criar conta na exchange escolhida, completar o cadastro KYC, abrir a área de depósito, copiar a chave Pix da plataforma (geralmente o CNPJ), fazer transferência pelo banco e aguardar até 60 segundos para o saldo cair. Depois é só executar a ordem de compra do ativo desejado pelo valor em reais. Pix é gratuito na maioria dos bancos para pessoa física.

Como declarar criptomoedas no Imposto de Renda 2026?

A declaração é obrigatória para quem teve posição acima de R$ 5 mil em qualquer criptoativo em 31 de dezembro do ano anterior. O lançamento é feito na ficha Bens e Direitos da declaração anual (DIRPF) sob o código 81 (criptoativos). Vendas mensais até R$ 35 mil são isentas de imposto sobre ganho. Vendas acima desse valor pagam de 15% a 22,5% sobre o lucro, com pagamento via DARF código 4600 até o último dia útil do mês seguinte.

Comprar criptomoedas é crime no Brasil?

Não. A Lei 14.478/2022 (marco legal das criptomoedas) regulamentou o setor e tornou explicitamente legal a compra, venda, custódia e transferência de criptoativos por pessoas físicas e jurídicas. O Banco Central regula prestadoras de serviços de ativos virtuais, e a Comissão de Valores Mobiliários (CVM) supervisiona ofertas com características de valor mobiliário. Operações fora dessas regras (lavagem de dinheiro, evasão fiscal) seguem ilegais como em qualquer outro mercado.

Qual a melhor exchange para comprar Bitcoin no Brasil?

Não existe melhor universal — depende do perfil. Mercado Bitcoin atende melhor o iniciante por interface simples e suporte em português. Binance oferece o maior catálogo e menores taxas para volume alto. BitPreço executa a compra na exchange com melhor preço efetivo em tempo real. Para começar, Mercado Bitcoin e Binance cobrem a maioria dos casos de uso.

Vale a pena comprar criptomoedas em 2026?

Depende do perfil de risco e dos objetivos. Para diversificação de portfólio em horizonte de 3 a 5 anos, com exposição entre 1% e 10% do patrimônio, faz sentido para investidores que toleram alta volatilidade. Para quem busca preservação de capital ou retorno previsível no curto prazo, criptomoedas não são o instrumento adequado. Em qualquer cenário, alocar apenas valor que se possa perder integralmente sem comprometer compromissos financeiros.

Atualizado em 14 de maio de 2026. Conteúdo educacional. Não constitui recomendação de investimento. Antes de aplicar, consulte um assessor certificado pela CVM.



Equipe Como Comprar
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